Consumo de energia da internet
Segundo o EuroNews “Uma busca no Google para encontrar o site dos transportes públicos de Genebra gasta a energia necessária para manter uma lâmpada acesa durante uma hora.”
Qual é o real consumo da internet? Muito – na realidade não existe um valor preciso, embora já tenham sido efectuados vários estudos sobre o assunto, nenhum obteve conclusões concretas. Para se obter uma estimativa real do consumo energético associado à internet tem que se considerar não só os Datacenters mas também os dispositivos pessoais como computadores, telemoveis, iPods entre outros.
Sabe-se que o consumo de energia da internet duplicou entre 2000 e 2006, no entanto, se considerarmos que o tráfego aumentou 3.2 milhões de vezes nesse mesmo período, talvez o aumento no consumo não tenha sido muito significativo.
Acerca deste assunto o Google na pessoa de Urs Hölzle -Vice-presidente de operações, publicou no seu blog oficial um artigo em que realça o facto do Google ser uma empresa que sempre pensou na pegada ecológica e que os seus Datacenters são concebidos para ser energéticamente eficientes sendo que uma pesquisa no google apenas produz 0.2g de dióxido de carbono [CO2]. Como ponto de comparação podemos ter o limite para emissões automóveis que na Europa é de 130 g de CO2/km.
Com certeza o consumo energético da internet irá aumentar nos próximos anos mas se a lei de Moore continuar válida não teremos motivos para nos preocupar. O factor custo beneficio está claramente do lado da internet.
Lei de Moore
[O número de transistores dos chips teria um aumento de performance em 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses]
Fontes:
internet-carbon-footprint
internet-energy-savings
internet-energy-efficiency-increasing-electricity
powering-google-search
motor_vehicles/interactions_industry_policies
Lei_de_Moore
